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Dentro do nosso laboratório: como extraímos o DNA das fezes silvestres

Equipe Lobos de Iracema6 min de leitura

Monitorar uma espécie silvestre tradicionalmente envolve capturar, anestesiar, coletar amostras e soltar — um processo estressante e caro. Nosso projeto faz diferente: usamos um método não-invasivo baseado em DNA extraído das fezes que os lobos deixam pelo caminho.

Como funciona o protocolo

  1. Busca em campo. Caminhamos por trilhas e estradas rurais coletando amostras frescas.
  2. Preservação. Cada amostra vai pra um tubo com etanol pra preservar o material genético.
  3. Extração no laboratório. Isolamos o DNA das células intestinais que ficam grudadas nas fezes.
  4. Genotipagem. Comparamos marcadores genéticos pra identificar cada indivíduo.

O que o DNA nos revela

  • Quantos lobos vivem na área de estudo
  • Quantos são machos e quantas são fêmeas
  • Quais animais são parentes entre si
  • Se há fluxo gênico com outras populações
  • Níveis de cortisol (estresse) recentes

Por que isso muda tudo

Sem encostar em nenhum lobo, conseguimos mapear toda uma população. Isso reduz custos, evita estresse animal e permite monitoramento contínuo de longo prazo. É o tipo de ciência que faz conservação séria sem prejudicar o que ela quer proteger.